Uma recente e breve história dos portáteis

Estou fazendo um “artigo” para a universidade e decidimos tratar sobre os eBooks. Fiquei com a parte responsável pelo contexto onde surgiu o livro digital. Bom, falei também sobre a evolução dos dispositivos móveis e como este blog é sobre mobilidade, segue um pequeno e breve histórico sobre esses aparelhos. Porém, o texto está mais voltado para os eBooks. Fiquem à vontade para apontarem incorreções.

Em 1993 a Apple inventou o primeiro PDA (personal digital assistant ou assistente pessoal digital), chamado de Newton. Ele possuía tela sensível ao toque e métodos de reconhecimento de escrita. Porém, devido ao seu alto custo, não conseguiu sucesso comercial. Três anos depois, a Palm lança seu handheld, o Palm Pilot. Este foi o primeiro “computador de mão” bem-sucedido comercialmente. Possibilitava carregar informação para todos os lugares. Era o início dos dispositivos dedicados de consumo de mídia. No momento, suportavam apenas texto, pois as telas eram monocromáticas e o hardware ainda não possibilitava a instalação de programas mais complexos. Também em 1996, a Nokia, líder do mercado de celulares apresenta ao mundo seu primeiro smartphone, o Nokia 9000 Communicator. Esse aparelho possuía as funções de um palm, porém contava também com acesso à internet por meio da rede celular. Esse acesso ainda era limitado, porém já foi possível baixar alguns textos diretamente para o celular. Pode ser considerado o início da massificação de distribuição de mídia para dispositivos móveis.

Em 2001, a Microsoft lança um protótipo do que mais tarde viria a ser chamado de tablet, o TabletPC. Foi o primeiro dispositivo em forma de prancheta que rodava um sistema operacional mais complexo, possuía tela colorida e era operado por toques na tela. Esse conceito foi muito popular na época, porém em um nicho específico de mercado, o das grandes corporações. Neste mesmo ano, a Apple lança o popular iPod, aparelho portátil que reproduzia músicas digitais. Foi o primeiro instrumento que possibilitou a mobilidade dos audiobooks, livros narrados, direcionados para pessoas com deficiência auditiva.

Em 2002, a empresa canadense RIM, lança o BlackBerry, que possuía acesso às redes Wi-Fi – de maior velocidade para a época se comparado à estrutura de rede celular GPRS – tela colorida e um sistema operacional mais robusto. A partir de então, já era possível o acesso a conteúdos com texto e imagens coloridas, bem como hiperlinks para acesso a sítios externos.

Em 2005, juntamente com o advento da primeira rede celular de alta velocidade, a chamada 3G, a Nokia inicia a comercialização da linha de aparelhos N Series. Foram os primeiros computadores portáteis multimídia, onde era possível, além de acesso móvel em alta velocidade, ver filmes, escutar música e ler livros. Esta última modalidade se fez (e ainda é) extremamente popular no Japão, onde 70% dos livros são produzidos e consumidos em aparelhos celulares.

Em 2007, a Apple lança o primeiro iPhone, que é considerado por muitos o primeiro “computador de bolso”. Com um sistema operacional complexo, a possibilidade de se instalar programas, interface por toque e acesso a rede Wi-Fi o aparelho se tornou extremamente popular como um livro de bolso. Neste mesmo ano, a Amazon inicia o que é considerada a maior revolução dos eBooks desde o Projeto Gutemberg: o Kindle. Foi o primeiro aparelho que utilizava a tecnologia eInk bem-sucedido comercialmente. Possuía acesso a redes de alta velocidade e uma loja virtual de livros integrada, de onde é possível baixar mais de 420.000 obras. Era o modelo de negócios para os eBooks mais bem-sucedido até o momento. A Amazon também também quebrou com a lógica de produção, ao disponibilizar ferramentas para o autor do livro poder publicar seu texto de maneira mais autônoma.

Em 2010, a Apple apresentou ao mundo o iPad, primeiro concorrente de peso do Kindle. Com sua interface de toque, tela colorida, acesso à internet e uma loja integrada de eBooks que obrigou a Amazon a rever seu modelo de negócios. E neste ano, várias outras empresas já mostraram ao mundo seus leitores portáteis de livros.

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BlackBerry OS 6 e Symbian 3

Duas ótimas notícias: A RIM tomou vergonha na cara e resolveu atualizar a interface do BlackBerry OS. Com mais consistência entre os menus e visual renovado, o sujeito promete. O vídeo abaixo é só uma prévia, mas já deu para ver que será uma ótima interface. Agora resta saber qual aparelho vai rodar o novo sistema.

Já a Nokia lançou um super-smartphone, o N8. Visual bacanão e uma lista de especificações impressionantes, que incluem HDMI, câmera de 12 MP, etc etc etc. Ele é o primeiro aparelho que roda o novo Symbian 3, o mais popular OS móvel.

Como deu para ver, as duas interfaces são multi-toque, ou seja, o futuro é mesmo touch. Agora resta saber como será a entrega de conteúdo para as novas plataformas. De qualquer forma, são ótimas notícias para quem busca um computador de bolso. Eu gostei bastante.

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Review: Opera Mini para iPhone

Hoje pode ser conhecido como um dia 30 de fevereiro. Jamais imaginei que esse momento fosse chegar, o excelente Opera Mini, o melhor navegador móvel (na minha opinião) está disponível para o iPhone e iPod Touch. Pode ser baixado gratuitamente na AppStore. Muito bacana a atitude da Apple em permitir que o usuário escolha outro browser além do ótimo Safari. Passei o dia navegando pelo Opera e segue minha impressão.

A velocidade é incrível, mesmo na rede 2G, graças à tecnologia de compressão de dados, que também ajuda a salvar um dindin. Como o EDGE consome pouca bateria, você consegue unir o útil ao agradável. Para mim, é o ponto alto do aplicativo. E a velocidade também se faz presente na visualização do histórico.

Navegação por abas

A navegação por abas consome menos tempo procurando páginas, é bem bacana, ainda mais para quem já se acostumou com o Opera em outras plataformas. Outra funcionalidade prática é o “speed dial”, onde você pode salvar até 9 páginas para acesso rápido, logo na página inicial. O gerenciamento de mecanismos de busca (Google, Yahoo!, etc) é mais prático, você não precisa deixar o programa e entrar nas configurações para definir. A função de salvar páginas é ótima quando é necessário visualizar sites, mesmo off-line. Outro recurso é o de localizar informações específicas na página. E o browser funciona na horizontal também. A Opera só deixou de fora o zoom por pinça, você conta apenas com o bom e velho duplo clique. Diga-se de passagem, o efeito visual do zoom é muito legal.

Speed Dial facilita a navegação

No geral o Opera mantém o mesmo padrão de qualidade das outras plataformas. Considero que é um browser melhor que o Safari Mobile e, com certeza, o melhor navegador móvel. Mas por que a Apple o aprovou? A política da AppStore é a de proibir programas que imitem funcionalidades presentes no OS. Conversando com colegas que são usuários móveis, a sensação geral era a de que titio Istive não pensou que esse fosse uma ameaça, tipo “Ah, nossos usuários já estão acostumados com o Safari, ninguém vai querer usar isso”. Acho que esse é um argumento válido, porém o motivo principal, para mim, é que a Opera praticamente colocou a Apple num beco sem saída, porque a campanha de marketing deles foi fenomenal e sutil ao mesmo tempo. Logo depois que mandaram o Mini para aprovação, foi colocado um contador na página inicial da empresa mostrando quanto tempo demoraria para o processo. Quem acertasse a data com maior exatidão ganharia um iPhone. Isso deixou a Apple constrangida porque caso ela não aprovasse ficaria mal na fita por causa das proporções que essa ação tomou. Daí a maçã mordida não teve outra solução que não aprovar.

Agora a Apple vai ter que correr atrás do “prejuízo”. Espero que a competição faça melhorar o Safari Mobile, que já é um excelente programa. De qualquer maneira, quem ganha somos nós, porque o mais importante é termos ESCOLHAS.

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Sem a mesma euforia…

Péssimo timing marcou o anúncio de hoje da Microsoft. Já havia comentado anteriormente que hoje a empresa do titio Bill faria a apresentação de celulares provavelmente direcionados à jovens consumidores de redes sociais. Bom, o nome dessa linha de produtos chama-se Kin, fabricados em parceria com a Sharp.

O software desses celulares traz uma interface customizada do Windows Phone 7 onde o foco são as atualizações de seus amigos no Twitter, Facebook, MySpace, etc. Para facilitar essas tarefas, a Microsoft implementou três funcionalidades, chamadas de Loop, Spot e Studio. A primeira lista, logo na tela inicial, todas as atividades dos seus contatos. Já a segunda permite compartilhar qualquer coisa facilmente (desde fotos e vídeos até resultados de busca no Bing). E a terceira mostra uma página (acessível de qualquer navegador de internet) de onde é possível visualizar todo o conteúdo do telefone. Deste site, pode-se fazer atualizações e uploads. É também uma forma de fazer backup, já que os dados ficam armazenados em um servidor.

Dois aparelhos serão comercializados. O primeiro, o Kin One (também chamado de Turtle) possui design semelhante ao do Motorola Motocubo A45. Com display de 2,6″ (320×240 pixels), câmera 5 megapixel com flash de LED e geotagging, 4 GB de capacidade e GPS.

Kin One (Turtle)

Já o Kin Two (ou Pink) possui 3,4″ de display com 480×320 pixels, câmera de 8 megapixel, flash de LED e geotagging, capaz de gravar vídeos em HD, 8 GB de memória, GPS e alto-falantes stereo.

Kin Two (Pink)

Ainda não foram anunciados preços, mas se sabe que, no mercado americano, quem venderá os aparelhos será a Verizon, já no mês que vem. Na Europa, a Vodafone, no final do ano, comercializará os produtos na Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

Gostei das funcionalidades e do design dos aparelhos. A Microsoft e a Sharp estão de parabéns. Só não sei se o timing foi adequado para o evento, visto que ainda estamos na ressaca do iPad e, em todo o lugar, só se fala no iPhone OS 4. Como já era esperado, mais códigos “obscuros” foram “descobertos”, aumentando as evidências de que o próximo celular da Apple tenha vídeo-conferência.

Não bastasse isso, amanhã a Nokia vai fazer um anúncio que já deixou todo mundo de cabelo em pé. Os finlandeses tiveram um início de ano sem grandes surpresas, mas parece que isso deve mudar amanhã, pois de acordo com os rumores, os lançamentos devem contar com uma nova versão do popular Symbian OS. Outro balde de água fria nos Kin. Pois é titio Istive (Ballmer, o carecão), da próxima vez organiza melhor o calendário.

Confira abaixo alguns vídeos do fofo Kin em ação:

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iPhone OS 4.0 – Rumo ao computador de bolso

Resolvi escrever este post somente agora porque preferi ler tudo a respeito do iPhone OS 4.0 lançado na quinta-feira, 8 de abril e somente disponível em junho (junto com o novo aparelho). Bom, após vários sites visitados, podcasts escutados, keynote assistida, lá vamos nós.

A maior novidade é a multi-tarefa. A Apple realmente demorou demais a implementar essa função, mas com certeza fizeram um trabalho primoroso. Tirando a parte técnica de lado, ao invés de simplesmente colocarem todo o aplicativo rodando em plano de fundo, como as outras fabricantes fazem, eles colocaram ativas apenas funções específicas dos programas. Por exemplo: um programa de rádio, quando colocado em segundo plano, deixa ativo apenas a função de streaming (transmissão) de áudio. Isso não é uma multi-função “clássica”, mas com certeza está mais adaptada a dispositivos móveis, porque não drena tanto a bateria nem diminui significativamente a performance. A única parte em que El Jobso se atrapalhou foi quando disse que a barra de multi-função não possui um gerenciador. Pegadinha do Malandro, porque possui: para fechar um programa, você deve pressionar e segurar o ícone do mesmo na tela até os programas começarem a tremer. Daí, se deve apertar um (–) no canto. De qualquer forma, foi muito bem bolado, a Apple realmente mandou bem, estrelinha para eles.

Outra coisa excelente: Folders. O que ele faz é agrupar aplicativos em pastas. Agora você pode consumir mais programas, 2.160 para ser preciso, ao invés de colocar 180 programas. A parte bacana é que agora diminui a trabalheira de passar de tela para tela para tela até chegar onde se quer. Outra estrelinha.

O novo Mail será muito prático. Caixa de entrada unificada, mudança rápida de contas, mensagens organizadas em conversas (threads) e habilidade de abrir anexos em programas específicos. Mais uma estrelinha.

Também anunciaram o iBooks pro iPhone/iPod Touch. Como produtor editorial, essa foi a melhor novidade. Poder sincronizar livros com o aparelho e ler em trânsito é bem legal. OK, a tela é pequena, com luz no fundo, etc, mas é mais um suporte de mídia. Essa foi a estrelinha dourada. O mais incrível foram os números: 600.000 livros vendidos em apenas uma semana! Um mercado e tanto…

Uma novidade que me deixou na dúvida se é “boa” ou “ruim” é o iAd. De acordo com El Jobso, a experiência atual em anúncios móveis é terrível porque o usuário, ao clicar em um anúncio, sai do aplicativo e vai para uma página onde está a propaganda. Ou então, ao abrir um programa, somos obrigados a assistir ao bendito anúncio. Já vi as duas coisas acontecerem e acredite, é péssimo mesmo. O iAd promete deixar a propaganda mais interativa ao mesmo tempo em que passa a mensagem com mais emoção e ainda mantém o sujeito no programa. Realmente, a implementação impressiona pela interatividade e experiência de usuário. E é mais uma oportunidade de venda. Com certeza eu vou clicar em alguns para experimentar como funciona, mas não sei até onde isso vai me motivar a ficar clicando em anúncios. Fora que, quando eu abro um aplicativo, eu quero usar o aplicativo, não ficar vendo propaganda, por isso não sei até onde vai funcionar. E acho que nós já vivemos num planeta com overdose de informações, publicidade, etc. Quero um pouco de descanso!!

Na parte de mídia, o já excelente aplicativo iPod ficou completo, porque pode-se criar listas de reprodução. Para mim, sempre foi a melhor experiência de mídia portátil. Já o aplicativo de fotos ganhou funcionalidades do iPhoto do OS X versão desktop: places, faces e events. É bom só para quem tem um mac, mas é bem legal. Ah, e personalizar o plano de fundo da área de trabalho vai rolar.

Game Center, uma rede social para jogos ganhará vida no fim do ano. Como por aqui venda de jogos é proibida (por causa das pataquadas dos nossos estimados políticos) não sei como será a coisa para o Brasil, mas para quem curte jogos multi-player, é uma boa novidade.

Contagem de caracteres ao compor MMS/SMS, uso de teclado Bluetooth, zoom digital, sugestões do Google na pesquisa no Safari, sincronização de notas com o MobileMe e verificação da ortografia também estarão presentes, juntamente com outras mais de 100 novas funcionalidades. (a lista completa, em inglês, pode ser conferida aqui e imagens aqui)

Na tentativa de puxar o tapete da RIM (fabricante dos ótimos BlackBerry) distribuição remota, gerenciamento do telefone, mais proteção dos dados e várias contas do Exchange estarão disponíveis para empresas.

Para os desenvolvedores, foi liberada uma versão beta, bem como um novo kit de desenvolvimento de programas com mais 1500 bibliotecas de códigos, ou seja, teremos aplicativos com mais completos.

É claro que a turma andou xeretando as linhas de código e acharam… flash!! Mas acalme-se, não é o plugin de Adobe e odiado pela Apple, é o da câmera. Uma linha de código referente ao agente do iChat (o MSN do mac) também foi descoberta. Daqui a pouco mais funcionalidades do iPhone 4 (o aparelho) serão expostas. É o espero jeito Apple de chamar para si toda a atenção.

E é claro, como não podia deixar de ser, em 24 horas o OS já foi desbloqueado. Que felicidade…

Uma bronca: o prazo de validade de um iPhone e iPod Touch, para a Apple, é de 3 anos. Isso porque a primeira geração dos aparelhos não serão compatíveis com o OS 4. Pelo menos agora, quando você comprar um, já sabe. “Legal” né!?

Realmente, o iPhone está deixando de ser um brinquedo para se tornar um computador de bolso. Mas ainda faltam algumas coisinhas básicas que poderiam deixar o aparelho mais completo, como sistema de arquivos (algo como o Windows Explorer), troca de arquivos via dente azul, um calendário com tarefas e a pelada tela de início com notificações seriam bem-vindos. De qualquer maneira, é uma plataforma móveis se transformando em verdadeiro computador ambulante, escritório portátil, centro de mídia móvel, internet, seja qual for a sua praia, existe a solução.

Vídeo rápido do jailbreak:

Outro vídeo, mostrando o funcionamento geral do sistema:

PS: quando a Apple liberar o OS para nós, “meros mortais”, vou baixar, testar e dar meus pitacos a respeito.

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[off-topic] Palm rompe contrato com agência de propaganda

Aproveitando o post da Bia Kunze de hoje, li que a Palm rompeu o contrato com a sua agência de propaganda, Modernista. Esse não é o primeiro grande cliente que a empresa perde, ano passado a Cadillac também quebrou o contrato com ela, obrigando-a a fechar seu escritório em Amsterdam.

Dá uma olhada no comercial e me diga se a Palm não tem total razão. Aliás, acho que essa é a primeira coisa certa que a Palm fez em um bom tempo.

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Só pode ser piada da Microsoft

A mídia está em festa com o iPad, o salvador do dia. Hoje a Apple anuncia que logo vai revelar como será o OS 4.0 do iPhone/iPod Touch. Ou seja, El Jobso está no centro das atenções. Não bastasse isso, o Windows Mobile 7, o astro da MWC deste ano e grande aposta da Microsoft na área de portáteis está quase pronto. E a empresa do tio Bill me vem com essa: foram distribuídos convites para a grande mídia com a frase “It’s time to share”.

Evento está provavelmente relacionado ao “Project Pink”, no qual a empresa de Redmond em parceria com a Sharp estaria desenvolvendo aparelhos voltados quem é viciado em mídias sociais. Não rodarão o badalado Windows Mobile 7 (?!), mas outro sistema operacional, desenvolvido especialmente para os bichanos (?!?!). Ah, e devem ser comercializados exclusivamente pela Verizon Wireless (?!?!?!) uma operadora móvel norte-americana.

Tenho algumas teorias sobre este fato:

1.  O CEO da Microsoft não é Steve Ballmer, é o Sérgio Malandro.

2.  A Microsoft quer afundar a Verizon Wireless (o motivo eu ainda não sei).

3.  Eles chegaram atrasados para o 1º de abril.

4.  Fui até o site do Gizmodo EUA e fotografei a tela. Agora me falem se tem alguma chance de isso dar certo:

o iPad domina as discussões e a Microsoft escolhe justamente essa época para fazer um anúncio sobre produtos móveis... tisc tisc

5.  Ah, pelo menos será mais uma oportunidade para assistirmos a pérolas do outro titio Istive (que não é El Jobso), como essa:

Bem, seja o que for, acho que podemos esperar mais um fiasco da Microsoft. Pelo menos ainda temos o Windows Mobile 7, que tem tudo para arrasar, ainda mais com sua incrível interface.

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As empresas nunca aprendem

Recentemente, a livraria Cultura iniciou as vendas de eBooks. É mais uma loja brazuca a oferecer este serviço. Por aqui, contávamos com a pioneira Gato Sabido e também a Amazon.

Mas nenhuma delas aprendeu a lição deixada a duras penas pelas gravadoras de discos. Nós, consumidores de conteúdo NÃO queremos DRM e o escambau. Queremos um preço justo pelo produto. E compatibilidade entre os aparelhos que já possuímos.

Na Cultura, algumas edições digitais custam mais caro que seus pares de papel, vem com o tal do DRM, não funcionam em todos os eReaders e obrigam a instalação de um programa específico para ler e gerenciar o conteúdo, chamado Adobe Digital Editions. Experiência de usuário: negativa!

Já as empresas de tecnologia também não aprenderam. A Amazon não fez o seu Kindle, líder de mercado, ser compatível com um dos formatos mais populares para leitura dos eBooks, o epub (com o qual a Apple, Cultura e Gato Sabido trabalham). E vice-versa no caso da Apple, infelizmente. Ontem tentei transferir um livro que produzi para um programa de leitura de eBooks no iPhone chamado Stanza (o mais popular para a plataforma), mas ele não aceitou o epub. Foi uma luta até descobrir que só conseguiria ler o arquivo se este fosse gravado em html.

Resumindo: sem compatibilidade de formatos e aparelhos, títulos caros, DRM, podemos dizer que o eBook ainda não vai conseguir emplacar da maneira como deveria. Nós, consumidores, não somos burros e merecemos mais respeito. Quando compramos um livro ele é nosso, não é da editora, livraria, distribuidora, ou de alguma empresa de tecnologia. Não sou o único que pensa assim.

PS: A indústria livreira precisa de atentar para o seguinte fato: a maior concorrência não é a livraria X ou a empresa Y, mas a pirataria. Se nós, consumidores, vamos gastar dinheiro com alguma coisa, um tratamento decente precisamos de receber, se não a “solução” está a alguns cliques de distância. E essa “solução” pode levar a indústria toda para o ralo.

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Demorou, mas saiu: iPhone OS 4.0 será anunciado 8 de abril

Apple acaba de anunciar que dia 8 de abril, quinta-feira, irá apresentar a nova versão de seu OS para o iPhone, iPodTouch e iPad(?).

Mas mesmo antes, na rumorsfera já se fala em multifunção no iPhone. Já era tempo. Bem que a Apple podia  tomar vergonha na cara e disponibilizar outras funções igualmente importantes, como Flashe um sistema de arquivos.

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O que é aquilo? O super-homem? Um avião? Não, é o iPad!

Ele chegou… após alguns meses de publicidade “gratuita”, citações, falatório, eis o iPad! Mas espera um minuto! Por que as grandes redes de comunicação só falam dele? É por que ele vem da Apple, do titio Istive? Ou por que ele é todo designeroso? Não, porque ele é o “salvador da pátria”.

iPad, o salvador

Um novo modelo de negócios (OUVIU PALM!?!?)

A revista Época Negócios do mês de março tratou do assunto “A reinvenção da leitura” como matéria de capa e todos os entrevistados (Jeff Bezos – Amazon, Roberto Civita – Editora Abril, Luiz Schwarcz – Cia. das Letras, dentre outros) foram unânimes: aparelhos como o iPad e o Kindle vão trazer outro modelo de negócios, serão uma plataforma de produção de conteúdo. Uma nova categoria de produtos.

A grande mídia vive um momento de crise. Com a popularização das redes sociais e da internet, o controle da informação passou a não existir mais na mão desses conglomerados. Hoje você consegue informações que antes eram quase inacessíveis, porque tínhamos que esperar alguma grande rede de notícias soltar um “furo” (aliás, essa estória de furo, hoje, é a maior furada). Essas empresas estão passando um aperto, atrás de um novo modelo de negócios (e com razão): Talvez o iPad possa sim salvar o dia, porque pode oferecer uma alternativa rentável para as empresas continuarem operando.

O grande lance do iPad não é o produto em si. Até mesmo porque ele apresenta falhas gritantes: não possui entrada USB, não roda Flash, não apresenta um sistema de arquivos (algo como um Windows Explorer da vida), sem webcam, multifunção… a lista é longa. O grande trunfo do aparelho é o ecossistema que existe em torno dele. Desde o lançamento, o usuário tem à disposição uma infinidade de acessórios, aplicativos e livros. Quem assinar o MobileMe conta com funcionalidades extendidas e integração com outros dispositivos. Em breve poderá assinar revistas e jornais também. E os desenvolvedores contarão com um sistema de anúncios exclusivo. Tudo isso em uma plataforma robusta e uma interface poderosa. Esse é o segredo.

Foi com esse mesmo sistema que Steve Jobs emplacou o iPhone. Quando o celular foi lançado em 2007 também possuia limitações grotescas, que foram compensadas com a adoção de uma estratégia de negócios para a plataforma. A Apple segue o mesmo modelo que tornou os BlackBerry tão populares no mundo corporativo. A RIM (fabricante dos aparelhos) não oferece apenas o smartphone, mas uma gama de serviços atrelados a ele.

É isso que a Palm não conseguem entender. Ao lançar o Pre, todos especulavam que este seria a maior ameaça à soberania do iPhone, afinal possuía funcionalidades e interface melhores que o concorrente. Mas não funcionou e hoje o que se vê na mídia é um sentimento de decepção. Se o banana do John Rubinstein (CEO da Palm, ex-funcionário da Apple) não fosse tão banana talvez pensaria em soluções bacanas ao invés de ficar brincando de gato e rato com o iTunes.

Toma lá, dá cá

Nunca um aparelho gerou tanto burburinho antes de ser lançado quanto o iPad. Até a Amazon, concorrente no mercado de eBooks já tratou de produzir um programa específico para o iPad. E antes de ser comercializado ele já mostrou a cara na mídia americana (Grammy, David Letterman, MadTV…). Sites especializados em tecnologia só falaram do iPad ontem, como EngadgetGizmodoCNET. Já os especializados em Apple então… A overdose é o preço que titio Istive cobrou para salvar todos do “caos”.

Agora resta saber se a publicidade que fizeram para el Jobso vai vingar. Pelo que se pode ver do primeiro dia de vendas, todos estão no caminho certo.

E para aqueles que estão cansados de ouvir falar do iPad e só de birra não comprarão um, não se preocupem, já existem outros modelos disponíveis e ainda esse ano mais tablets e e-readers vão invadir o mercado, incluindo um modelo brazuca. Só espero que essa concorrência faça a Apple tomar vergonha na cara e arrume as falhas gritantes do seu aparelho.

Vídeos no iPad na mídia americana:

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