Estou fazendo um “artigo” para a universidade e decidimos tratar sobre os eBooks. Fiquei com a parte responsável pelo contexto onde surgiu o livro digital. Bom, falei também sobre a evolução dos dispositivos móveis e como este blog é sobre mobilidade, segue um pequeno e breve histórico sobre esses aparelhos. Porém, o texto está mais voltado para os eBooks. Fiquem à vontade para apontarem incorreções.
Em 1993 a Apple inventou o primeiro PDA (personal digital assistant ou assistente pessoal digital), chamado de Newton. Ele possuía tela sensível ao toque e métodos de reconhecimento de escrita. Porém, devido ao seu alto custo, não conseguiu sucesso comercial. Três anos depois, a Palm lança seu handheld, o Palm Pilot. Este foi o primeiro “computador de mão” bem-sucedido comercialmente. Possibilitava carregar informação para todos os lugares. Era o início dos dispositivos dedicados de consumo de mídia. No momento, suportavam apenas texto, pois as telas eram monocromáticas e o hardware ainda não possibilitava a instalação de programas mais complexos. Também em 1996, a Nokia, líder do mercado de celulares apresenta ao mundo seu primeiro smartphone, o Nokia 9000 Communicator. Esse aparelho possuía as funções de um palm, porém contava também com acesso à internet por meio da rede celular. Esse acesso ainda era limitado, porém já foi possível baixar alguns textos diretamente para o celular. Pode ser considerado o início da massificação de distribuição de mídia para dispositivos móveis.
Em 2001, a Microsoft lança um protótipo do que mais tarde viria a ser chamado de tablet, o TabletPC. Foi o primeiro dispositivo em forma de prancheta que rodava um sistema operacional mais complexo, possuía tela colorida e era operado por toques na tela. Esse conceito foi muito popular na época, porém em um nicho específico de mercado, o das grandes corporações. Neste mesmo ano, a Apple lança o popular iPod, aparelho portátil que reproduzia músicas digitais. Foi o primeiro instrumento que possibilitou a mobilidade dos audiobooks, livros narrados, direcionados para pessoas com deficiência auditiva.
Em 2002, a empresa canadense RIM, lança o BlackBerry, que possuía acesso às redes Wi-Fi – de maior velocidade para a época se comparado à estrutura de rede celular GPRS – tela colorida e um sistema operacional mais robusto. A partir de então, já era possível o acesso a conteúdos com texto e imagens coloridas, bem como hiperlinks para acesso a sítios externos.
Em 2005, juntamente com o advento da primeira rede celular de alta velocidade, a chamada 3G, a Nokia inicia a comercialização da linha de aparelhos N Series. Foram os primeiros computadores portáteis multimídia, onde era possível, além de acesso móvel em alta velocidade, ver filmes, escutar música e ler livros. Esta última modalidade se fez (e ainda é) extremamente popular no Japão, onde 70% dos livros são produzidos e consumidos em aparelhos celulares.
Em 2007, a Apple lança o primeiro iPhone, que é considerado por muitos o primeiro “computador de bolso”. Com um sistema operacional complexo, a possibilidade de se instalar programas, interface por toque e acesso a rede Wi-Fi o aparelho se tornou extremamente popular como um livro de bolso. Neste mesmo ano, a Amazon inicia o que é considerada a maior revolução dos eBooks desde o Projeto Gutemberg: o Kindle. Foi o primeiro aparelho que utilizava a tecnologia eInk bem-sucedido comercialmente. Possuía acesso a redes de alta velocidade e uma loja virtual de livros integrada, de onde é possível baixar mais de 420.000 obras. Era o modelo de negócios para os eBooks mais bem-sucedido até o momento. A Amazon também também quebrou com a lógica de produção, ao disponibilizar ferramentas para o autor do livro poder publicar seu texto de maneira mais autônoma.
Em 2010, a Apple apresentou ao mundo o iPad, primeiro concorrente de peso do Kindle. Com sua interface de toque, tela colorida, acesso à internet e uma loja integrada de eBooks que obrigou a Amazon a rever seu modelo de negócios. E neste ano, várias outras empresas já mostraram ao mundo seus leitores portáteis de livros.






